Rafael Satiê é entrevistado no Pânico, da Jovem Pan

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Esta é a segunda participação do parlamentar no programa desde que foi eleito vereador do Rio

O vereador do Rio de Janeiro, Rafael Satiê, foi entrevistado pelo Pânico, da Jovem Pan, na última semana. Na oportunidade, o presidente estadual do PL Jovem falou sobre a segurança pública da cidade, o episódio envolvendo a prisão do MC Poze, e comentou a guerra cultural que há entre progressistas e conservadores.

O parlamentar reconheceu a gravidade da violência no Rio de Janeiro, mas, ao contrário do que é transmitido pela grande mídia, destacou que a Cidade Maravilhosa está longe de ser a mais violenta do Brasil.

– A situação do Rio de Janeiro é complicada, mas não é a pior do Brasil, não. Eu vou fazer uma defesa aqui do Rio de Janeiro, se é que há a possibilidade. O Rio de Janeiro é a 16ª cidade mais violenta do Brasil. Então, ela está bem atrás. A questão é que o que acontece no Rio, não acontece em nenhum lugar do Brasil. Hoje, no Rio de Janeiro, você tem praticamente um cara te assaltando com um fuzil para levar o teu celular, coisa que não acontece. Mas a nível de homicídios, o Rio de Janeiro está atrás de Fortaleza, Salvador, e diversas outras cidades. (…) Mas a sensação de insegurança, evidentemente, acaba sendo a maior – relatou Satiê.

Ainda sobre segurança pública, o vereador criticou o fato da Guarda Municipal ainda não estar armada.

– Um problema que a gente tem no Rio de Janeiro: a Guarda Municipal do Rio de Janeiro ainda não era armada. Uma coisa que já tem em São Paulo desde a sua existência, desde o seu nascimento. Isso mostra o quanto o Rio de Janeiro acaba estando atrás na pauta de segurança pública. A Polícia Militar, bem como a Polícia Civil e todas as outras forças de segurança, eles fazem o trabalho deles, é óbvio que é uma situação muito ruim, é alarmante, ao que tudo indica, ao que parece, é que eles estão enxugando gelo, não é uma situação fácil de resolver, a questão da segurança pública, justamente em razão de diversas facções – pontuou.

Emílio Surita citou a recente prisão do MC Poze, no dia 29 de maio, e, logo em seguida, sua soltura, com uma multidão de jovens, fãs, o aguardando na porta da unidade prisional. O caso serviu como pano de fundo para abrir uma discussão sobre a qualidade das referências que a juventude vem tendo como modelo a seguir.

– (…) Eu vejo o MC Poze como um cara que tem a capacidade cultural de influenciar pessoas. Por essa razão, toda vez que você tem essa capacidade de influenciar, vem consigo a responsabilidade. Então, o que falta muitas vezes para os produtores culturais – e aí, não vou dizer que é uma generalização de todos os funkeiros – mas de grande parte deles, é entender a influência que eles têm sobre aqueles jovens.

Quanto à disputa cultural acirrada entre a direita e a esquerda, e a briga pela ocupação dos espaços como estratégia de disseminação de valores e conceitos, Rafael Satiê desconstrói a narrativa empreendida pela esquerda para cooptar aqueles que gozam de menor potencial de instrução.

– (…) A esquerda quer que o favelado continue na favela, quer que o pobre continue sendo pobre – declarou.

O vereador ressaltou ainda que “existe hoje uma produção cultural, uma manipulação esquerdista, por cima de tudo isso, que tenta ideologizar todas as pautas”.

– Existem pautas, sim, que são ideológicas, e existem pautas que não são. Por que as comunidades, as favelas, ainda não têm saneamento básico? Por que as favelas ainda não têm segurança? Por que as favelas ainda não têm a mínima infraestrutura para as pessoas viverem ali? Por que todo o favelado um dia quer sair da favela? Porque não me venha com esse papo da esquerda, inclusive, que aí entra o assunto ideológico, de tentar romantizar a favela. “Não, não chama de favela porque aí é preconceito. É comunidade”. Não, não é comunidade. Tem rato passando, meu Deus do céu, quando chove enche…

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Guarda Municipal do Rio de Janeiro, Jovem Pan, Pânico, Rafael Satiê, Rio de Janeiro, Segurança Pública

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